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O Bloco de Esquerda tomou conhecimento, através de notícias divulgadas pela Comunicação Social, que o Teatro Viriato, em Viseu, poderá ficar sem actividade a partir de Setembro. Em causa está o atraso na contratualização de uma candidatura ao QREN, realizada em 2009 e inserida na Rede 5, que comporta os teatros de Viseu, Guarda, Guimarães, Torres Novas e Maria Matos, em Lisboa. A candidatura ao QREN, na ordem dos 150 mil Euros, estará já aprovada faltando agora a sua contratualização, da responsabilidade da Coordenação da Região Centro.
«O Governo só tem dois caminhos: ou regride ou assina o atestado de desemprego de 17 mil pessoas e o fecho de 6.800 empresas». O aviso é de Ricardo Fernandes, um dos porta-vozes do movimento “Empresários pela subsistência do Interior”, que apresentou na última segunda-feira um estudo sobre o impacte da introdução de portagens no tecido económico e social nos distritos atravessados pelas A23, A24 e A25.
A taxa de desemprego dos jovens entre os 15 e os 24 anos na região Norte ultrapassou pela primeira vez os 25 por cento no último trimestre de 2010, revela o relatório Norte Conjuntura divulgado hoje pela CCDR-N.
“Este valor indica que, por cada três jovens empregados, existia um que queria trabalhar mas não encontrava emprego”, salientam os autores do relatório, referindo que o novo máximo se fixou nos 25,3 por cento.
De acordo com o relatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a taxa de desemprego dos jovens tem registado uma subida acentuada desde 2002, ano em que se fixava em sete por cento.
A taxa de desemprego dos jovens a nível nacional situou-se no último trimestre de 2010 nos 23 por cento, ligeiramente abaixo do trimestre anterior.
No Norte, a taxa de desemprego global foi de 12,7 por cento, menos meio ponto percentual do que no trimestre anterior, correspondendo a 251 mil desempregados (mais 6,5% do que no trimestre homólogo de 2009), segundo o INE, e 238 mil (mais 3,9%), segundo o IEFP.
A par do que estava a acontecer em Lisboa e no Porto, Viseu também se indignou e participou no protesto “Geração à Rasca” que varreu o país de Norte a Sul, contra as condições laborais precárias e sem futuro em que o país está inundado.
A concentração foi feita à frente da Camara Municipal de Viseu e ouviram-se frases como “Nem no 1 de Maio de 1974 vi tanta gente nesta praça”. À volta de 1500 pessoas passaram pelo rossio de Viseu, resistindo à chuva e más condições climatéricas para se manifestarem contra as condições degradantes que estão a ser oferecidas a todos nós.
Marcelo Rebelo de Sousa tem razão: anda para aí um cheiro a PREC no
ar… Um cheiro quente que parece trazido pelo vento Suão que vem do
Norte de África. Lá, tudo parecia imutável e os ditadores
sentiam-se seguros com o apoio das “democracias” ocidentais, em
troca do petróleo e do policiamento do Mediterrâneo contra os
migrantes africanos. Aqui, pelo nosso rectângulo, também tudo
parecia controlado pelas elites corruptas repartidas pelos partidos
do “arco do poder”. O “rotativismo” simulava “o fim da
História”. Até que alguém gritou “O Rei vai nu!” e toda a
gente viu que a nossa democracia pouco mais é do que um regime de
partido único com duas cabeças. O grito que tanto incomodou os
ouvidos sensíveis dos serventuários do regime foi a moção de
censura do Bloco de Esquerda. O PSD apressou-se a garantir que
estaria do lado do governo do PS. Um dos seus militantes mais
destacados, Pacheco Pereira, defendeu que Passos Coelho nunca poderá
votar uma moção contra Sócrates, dado que está a governar
juntamente com ele.
Amanhã,
dez cidades de diversas regiões do país e muitas outras no
estrangeiro serão palco de manifestações convocadas pelo movimento
Geração à Rasca,
a que já aderiram através do face-book dezenas de milhares de
cidadãos.
Numa
Carta Aberta à Sociedade Civil, os organizadores desta iniciativa ,
declaram estar em consonância com a Carta Universal dos Direitos
Humanos e enunciam como objectivo o protesto contra a situação
de quem está desempregado ou não tem a mínima estabilidade
laboral .Exigem melhores condições de trabalho e o reconhecimento
de qualificações e competências traduzidos em salários dignos.
Os números recentemente vindos a público sobre a violência conjugal no país indicam que em 2010 foram assassinadas 43 mulheres. Em Portugal morrem mais mulheres às mãos de maridos, namorados ou ex-companheiros, do que por cancro da mama, e uma em cada três mulheres é ou foi vítima de violência doméstica, segundo Maria José Magalhães, investigadora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação do Porto.
Em Viseu, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica identificou e atendeu, em 2010, 259 vítimas deste crime público, sendo que 41% relatou sofrer diariamente actos de violência física ou psicológica.
Sócrates foi interrompido mal iniciou a apresentação da sua moção política ao congresso do partido, em Viseu, e tentou desvalorizar a situação lembrando que "É Carnaval…". Mas pelos vistos os jovens levam muito a mal aquilo a que chamam as “políticas rasca” do Governo.
Dez manifestantes ligados ao movimento Geração à
Rasca foram esta segunda-feira à noite expulsos do local onde o
secretário-geral do PS falava, depois de terem interrompido José
Sócrates mal este iniciou a apresentação da sua moção política ao
congresso do partido, em Viseu.
Sócrates apenas tinha tido tempo para fazer os agradecimentos quando os
jovens, munidos de um megafone, começaram a dizer: "Chegou a hora de a
geração à rasca falar, isto é pacífico, só queremos falar". Os jovens
que apenas queriam chamar a tenção para os problemas do desemprego e da
precariedade, foram colocados na rua por seguranças e militantes, queixando-se de
terem sido agredidos. Ver vídeo.
Sessão Pública Eles Roubam, Tu Pagas - Nós Censuramos
C/ Miguel Portas Eurodeputado do BE
Sexta-Feira, 04 de Março, 21 horas
Café da Livraria Pretexto, Rua Formosa, Viseu
Sim, nós censuramos estas políticas, porque as pessoas sentem que é preciso sair desta podridão, desta política
pantanosa onde não há soluções, mas sim irresponsabilidade e, nesse
sentido, a moção de censura ao Governo traça um caminho de resposta ao
país.
O Bloco lançou um jornal gratuito que irá ser distribuído por todo o
Continente e Ilhas. No jornal estão explicadas as razões da moção de
censura e é apresentado um programa de emergência “para tirar o país do
beco sem saída para onde o governo e o capital especulativo o empurram”.
O
“tunisami” da insurreição democrática e pacífica que está a
alastrar pelos países árabes do Norte de África e do Médio
Oriente veio desconstruir a imagem estereotipada dos povos desses
países como gente atrasada, constituída maioritariamente por
muçulmanos fundamentalistas, ou por eles facilmente manipuláveis,
que nos tem vindo a ser pintada, nas últimas duas décadas, por
dirigentes políticos ocidentais, alguns comentadores encartados na
comunicação social e até por membros da hierarquia da Igreja
católica. Estou a referir-me, por exemplo, às declarações do
cardeal patriarca de Lisboa no início de 2009, quando, numa
tertúlia, aconselhou as mulheres católicas a terem muita cautela
nas relações amorosas e no casamento com muçulmanos, no que foi
apoiado pelo cardeal José Saraiva Martins; o facto de se estribarem
em casos reais mais facilmente os deveria levar a aconselhar o dobro
do cuidado no casamento com homens católicos, já que,
provavelmente, sê-lo-ão a maioria dos assassinos das 43 mulheres
vítimas de violência doméstica no ano passado, em Portugal.
O Bloco de Esquerda anunciou a intenção de apresentar uma moção de censura ao governo de Sócrates no primeiro dia a partir do qual esta iniciativa poderá ser eficaz, dia 10 de Março. E fê-lo porque entendeu que a queda deste governo tem carácter de urgência. Porque os desempregados, os trabalhadores precários, não podem esperar mais. Porque a cada dia que passa a vida dos portugueses piora exponencialmente e não há pachorra para aguentar a vil tristeza de vidas sem perspectivas . Porque não dá para prolongar mais o pântano e social e económico em que o país está mergulhado!
Bloco reage à abstenção do PSD afirmando que este partido, mais uma vez, dá “o braço ao PS para manter a coligação” e para “manter as políticas que têm levado à redução do rendimento das famílias” e que “têm caracterizado esta crise grave que temos estado a viver”.
O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Soares defendeu, esta terça-feira, que “a moção de censura que o Bloco apresentou tem já um dado importante que é a clarificação da situação política no nosso país”.
«Nos últimos tempos, as condições de vida dos portugueses degradaram-se consideravelmente. O desemprego e a precariedade laboral acentuaram-se, os salários, as pensões e as reformas emagreceram exponencialmente e os impostos aumentaram. Dizem-nos que os superiores interesses do país assim o exigem e que este é o contributo devido à recuperação financeira e económica.
Mas os sacrifícios não são para todos! A banca portuguesa vai bem de saúde e, ao contrário da maioria dos portugueses que apertam cada vez mais o cinto, os bancos vêem os seus dividendos crescerem significativamente.
Nas últimas semanas, o Egipto tem sido palco de gigantescas manifestações populares exigindo o fim da ditadura e da opressão neste país. As ameaças, a mobilização do exército e da polícia e o silenciamento dos órgãos de comunicação social não conseguiram travar a expressão da vontade de mudança do povo egípcio que se manifesta contra a corrupção e a pobreza, e exige liberdade e esperança económica. Na terça-feira, dia um de Fevereiro, cerca de dois milhões de pessoas saíram há rua e na praça Tahrir, praça da Libertação, uma imensa multidão exigiu a demissão do presidente Mubarak.