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OS CANDEEIROS DE MESTRE MALHO E AS TROCAS E BALDROCAS DE FERNANDO RUAS PDF Imprimir e-mail
14-Out-2011
Opinião
Texto de Carlos Vieira e Castro
  candeeiros.jpg
  
A arte do ferro forjado teve um dos seus mais ilustres artífices em Arnaldo Malho, que o seu amigo Aquilino Ribeiro epitetou como “o poeta do ferro”, por ter sabido como poucos transformar o ferro duro e frio em harmoniosas linhas e  poéticas volutas e por ter sabido reviver esta arte através do ensino na Escola Comercial e Industrial de Viseu, onde leccionou até 1950, dez anos antes de falecer.

    Há cerca de quatro anos  foram retirados os candeeiros de ferro forjado da autoria de Mestre Arnaldo Malho que se encontravam no Largo da Misericórdia (um na esquina com a Rua do Arvoredo e outro na esquina virada para o Adro da Sé), quatro nas paredes da Sé (um na esquina da antiga torre de menagem do castelo de Viseu, virado para as escadinhas, outro na esquina virado para o adro, um terceiro na esquina contígua à varanda dos cónegos, e o quarto na parede exterior dos claustros), mas já anteriormente havia sido retirado outro exemplar na fachada do Museu Grão Vasco, aquando das obras da remodelação projectada pelo arquitecto Souto de Moura. Da Igreja da Misericórdia desapareceram outros três exemplares: um na parede lateral virada para o Largo da Misericórdia, retirado há  dois anos pela EDP depois de  uma forte ventania o ter deixado  dependurado pelo fio, e os outros dois que ornavam a fachada,  em duas das bandas verticais em cantaria,  foram retirados no ano passado aquando das obras de limpeza da pedra.
   Aqueles candeeiros, verdadeiras obras-primas da arte do ferro forjado, eram um dos motivos favoritos de turistas e fotógrafos que visitavam o centro histórico de Viseu, devido à espectacularidade da silhueta das linhas  retorcidas do ferro recortadas no azul claro do céu, num primeiro plano, espreitando, ao fundo, as torres da Sé ou da Misericórdia (ver foto).

    Depois do núcleo de Viseu da Associação Olho Vivo ter perguntado, no seu blog, em Novembro de 2008, pelo paradeiro destes candeeiros, fiz a pergunta  pessoalmente ao senhor presidente da Câmara Municipal de Viseu, na sessão de Fevereiro deste ano da Assembleia Municipal. Respondeu-me que estavam espalhados pelo centro histórico e no “parque de Santa Cristina”. De nada valeu dizer-lhe que estava enganado. Na sessão de 27 de Junho da Assembleia Municipal apresentei uma recomendação do  Bloco de Esquerda para que os referidos candeeiros de Mestre Malho fossem recuperados (se é que em 3 ou 4 anos ainda não tiveram tempo de o ser) e recolocados, tão rápido quanto possível, nas mais nobres praças do centro histórico. Fernando Ruas insistiu na resposta anterior, indicando  ruas onde estavam colocados. Acontece que misturou candeeiros sem significativo valor artístico (como os do jardim de Santa Cristina ou da Quelha da Rua do Bispo) com os candeeiros com serpentes em ferro forjado nas esquinas da lanterna e uma coroa com sete, oito ou nove torres,  que o Núcleo de Viseu da Olho Vivo salvou de extinção, em 2001, ao denunciar na comunicação social, a substituição que a Câmara de Viseu iniciara no centro histórico. Na ocasião, Fernando Ruas afirmou à RTP que só os retirou para recuperação, após o que os recolocaria, mas a verdade é que desapareceram até hoje das principais ruas do centro histórico: Praça D. Duarte, Rua Direita, Rua  do Hilário, Rua D. Duarte, Rua Grão Vasco. Conseguimos que ficassem alguns noutras ruas e ruelas, mas  quando Fernando Ruas vem agora, dez anos depois, dizer que ainda tem 28 para recuperar e recolocar, só podemos constatar que enganou os viseenses.

De resto, eu próprio dei a conhecer publicamente, há dez anos atrás, que descobrira os moldes destes candeeiros na Serralharia Malho, na rua do Arco, fundada pelo mestre, mas nunca disse que eram da autoria de Arnaldo Malho, talvez de um seu aluno ou discípulo, já que a caligrafia artística, o estilo,  não tem nada a ver com a obra congénere que deixou na sua casa da Rua do Arco, ou na antiga Escola Comercial e Industrial (actual Escola  Emídio Navarro). Se Fernando Ruas tem provas de que estes candeeiros são mesmo de Arnaldo Malho, isso só agrava a substituição que fez há dez anos.
Fernando Ruas respondeu a “alhos com bugalhos”, estou em crer que não por má fé, mas por ignorância acerca do património artístico do seu município. Só não tem desculpa porque a referida recomendação, para além da descrição e localização, ia acompanhada por quatro fotografias dos candeeiros da indiscutível autoria do Mestre Malho.
 
    Muitos viseenses receiam que lhes tenha sido reservado o mesmo misterioso destino dos antigos portões, também em ferro forjado, do Mercado 2 de Maio ou dos candeeiros Arte Nova da Rua do Comércio (artéria caracterizada por aquele estilo arquitectónico), crime também denunciado há dez anos pela Olho Vivo, retirados depois de quase oito anos encavalitados por uns matacões (sem qualquer valor artístico, iguais aos da Rua Direita), após o que foram ambos substituídos.

    Na sessão do passado dia 28 de Setembro, voltei a questionar Fernando Ruas sobre o paradeiro destes candeeiros, de que não existe um único exemplar nas ruas de Viseu, chamando a atenção para o facto de Alberto Correia, director do Museu da Misericórdia, interrogado por uma jornalista, ter dito que os dois candeeiros retirados da fachada estavam guardados pela Santa Casa, e que os devolveria ao município se lhos pedissem. Fernando Ruas só disse que se recusava a responder, em mais uma demonstração de desrespeito pela Assembleia Municipal e de desprezo pelos munícipes.

Carlos Vieira e Castro
 
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